Carreira vitoriosa da bailarina Ana Botafogo é retratada em livro pelo olhar do pai

Ernani Fonseca traz em Ana Botafogo: palco e vida recordações e vivências com a filha em obra com renda revertida à ação social


07 de setembro de 2021

Ana entre o pai, Ernani, e Carlinhos de Jesus no lançamento da obra no Theatro Municipal do Rio. Foto: Vera Donato

A trajetória emblemática de Ana Botafogo no balé poderá ser conhecida de uma forma mais íntima e com um olhar para lá de carinhoso e orgulhoso no livro Ana Botafogo: palco e vida. Recém-lançada, a obra é escrita pelo médico Ernani Ernesto Fonseca, de 95 anos, pai de Ana, primeira bailarina do Theatro Municipal, desde 1981, e que mantém o título até hoje, mesmo com a aposentadoria dos palcos em 2016.

Ernani, que acompanhou cada passo dos 45 anos de história da filha no balé, mostra no livro recordações e vivências com Ana. Parte da renda obtida com as vendas da obra, uma parceria com o Instituto Bees of Love, será revertida, à reforma da Maternidade do Hospital Municipal Miguel Couto. O lançamento ocorreu no local de tantas glórias para Ana, o Theatro Municipal, no Rio.

Giorgia Buffara, do Instituto Bees of Love, com Ana. Foto: Vera Donato

“Neste livro, proponho contar a história que ainda não foi contada e que, presumivelmente, jamais seria, pois, em grande parte, pertence ao acervo exclusivo de minhas recordações e de minha vivência. O que sei, o que vi, o que senti e o que muitas vezes deduzi da vida particular e artística de minha filha, durante os anos em que eu e sua mãe a acompanhamos quase dia a dia”, conta Ernani, no prefácio.

Ana com Dalal Achcar. Foto: Vera Donato

“Minha família sempre me apoiou muito na carreira. Meu pai é um entusiasta e fez uma pesquisa enorme sobre tudo o que fiz. Não buscou informações só sobre mim, mas sobre tudo o que aconteceu de mais importante na dança no Rio, no Brasil e no Theatro Municipal. O livro tem cada gota do meu suor, e o apoio do Bees of Love foi fundamental para viabilizá-lo. As ações do Instituto são muito bonitas e relevantes, e têm tudo a ver com um propósito meu de carreira, que é de levar cultura a quem não teria acesso a ela”, diz Ana. 

A bailarina Liana Vasconcelos com Giorgia Buffara. Foto: Vera Donato