Zezé Motta relembra racismo por par com Marcos Paulo em trama

Em trama de 1985, ela foi achincalhada de “negra horrorosa”


  • 08 de maio de 2018
Foto: Stéph Munnier


Uma de nossas damas das artes, Zezé Motta, a Grande Mãe em O Outro Lado do Paraíso, postou em seu Instagram uma foto do casal Raquel (Erika Januza) e Bruno (Caio Paduan) na trama das 9. E comparou com uma outra foto de sua participação em Corpo a Corpo, de 1995, em que fazia par com o galã Marcos Paulo. No post, ela emociona ao relembrar o racismo sofrido na época.

 

 

Não foi só em Supermanoela e Transas e Caretas que eu namorei o galã. Em Corpo a Corpo, que foi uma novela revolucionária, o Gilberto Braga tocou em vários temas tabus, entre eles, o do relacionamento inter-racial. O casal formado pelo Marcos Paulo e por mim causou um rebuliço danado. Na última semana fiquei emocionada em uma entrevista para o @gshow, no momento em que gravávamos a cena de casamento da Raquel com o Bruno em @ooutrooladodoparaiso. O público em geral, na época (Corpo a Corpo), que participavam dos grupos de discussão da novela achincalhavam. Vinham com as visões mais preconceituosas. Uma telespectadora do Nordeste dizia que mudava de canal porque não podia acreditar que um gato como o Marcos Paulo pudesse ser apaixonado por uma mulher horrorosa (EU). Outro achava que o Marcos Paulo devia estar precisando muito de dinheiro para se humilhar a esse ponto. Fizeram uma enquete e saiu em um jornal. Teve um homem que disse ‘Se eu tivesse que beijar essa negra horrorosa, eu chegaria em casa e lavaria a minha boca com água sanitária'’... Na vida real eu tive um namorado branco, e a família dele aceitava. Mas foi só a gente decidir de se casar para começar uma confusão. A mãe dele foi parar no hospital e não teve casamento... #Racismo existe, sempre existiu, e ainda tá ai, e não há mais tempo para lamúrias, precisamos arregaçar as mangas e continuar a lutar! ????????????????????????????????

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NOVO DISCO

Depois de sete anos longe dos estúdios, Zezé acaba de lançar o seu décimo disco, O Samba Mandou Me Chamar. Os arranjos são assinados pelo produtor Celso Santhana.

O álbum traz entre outros, o samba Missão, de Lourenço e Docsantana; a regravação de Nós Dois, com assinatura de Arlindo Cruz e Maurição; e um dueto com Xande de Pilares em Alma Gêmea, de André da Mata, Mingo Silva e Kinho.

 

 



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